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terça-feira, 29 setembro 2020 16:45

La Salette – qual o rosto de Deus?

La Salette – qual o rosto de Deus?

Outubro 2020

O rosto paterno de Deus…

A pergunta que introduz à nova seção é paradoxal, do ponto de vista da Bíblia. Paradoxal porque, por um lado, a questão expressa o anseio humano, inato pelo transcendente, por um relacionamento com o divino, pela busca de Deus (ver, por exemplo, Am 5.4 e Sl 27, 9; 42,3; 44,25; 77,2-3; 105,4). Não é de surpreender que a invocação ou oração para poder ver o rosto de Adonai seja um dos motivos que percorre todas as páginas bíblicas.

Por outro lado, no entanto, a Bíblia nos lembra não apenas que quem “[…] vê Deus morre” (Êx 33,20), mas que “Deus, ninguém jamais o viu” (Jo 1,18; 1Jo 4,12). Mesmo Moisés, de quem as Escrituras relatam que Adonai “[…] falou […] cara a cara, como um homem fala com seu amigo” (Êx 33,11), não se beneficia do dom de ver a face de Deus. De fato, seu pedido (Êx 33,18) não é atendido: no Sinai, Moisés vê apenas as costas de Adonai, mas não o rosto (Êx 33,23).

Portanto, é claro que, na economia da História da Salvação depositada nas Escrituras do Israel bíblico, Deus tem um rosto, mas o oculta da visão humana. Em resumo, as páginas bíblicas nos lembram constantemente duas características importantes de Adonai: seu rosto não é mostrado, mas fala. O rosto de Adonai é a fonte de uma palavra que se dirige ao homem com a intenção de se revelar, de se relacionar e de se tornar conhecido (veja a experiência do Israel bíblico brevemente descrita pelas palavras de Moisés em Dt 4,12). Em segundo lugar, o rosto de Adonai não é visto, mas experimentado. Nesse sentido, embora o testemunho do Israel bíblico seja extremamente rico e multifacetado, converge em torno de duas dimensões. É, de fato, um rosto que sofre-com (compaixão) e se coloca ao lado daqueles cujo coração derrama em miséria (misericórdia) (veja, por exemplo, Ex 3,7; 34,7; 1Rs 22,17; Sl 144,8; Mt 14,14; 15,32; Lc 7,13).

Com o Novo Testamento, a existência humana é agora marcada por uma novidade: Jesus de Nazaré é compreendido como aquele que cumpre o desejo humano de ver a face de Deus. Na experiência dos primeiros cristãos, o Deus invisível se torna visível - incluindo o seu rosto - em Jesus de Nazaré. O rosto invisível de Deus é humanizado no filho de Maria de Nazaré. E o evangelista João nos lembra essa novidade inédita logo no início de seu evangelho, quando escreve: “Ninguém jamais viu Deus: o Filho unigênito, que está no seio do Pai, ele o revelou” (Jo 1,18).

Seguindo a lógica implícita de João, pode-se dizer que ver o rosto de Jesus de Nazaré é ver o rosto de Adonai, do Pai. E embora com moderação (Transfiguração, subida a Jerusalém e Paixão (Mt 17,2; 26,39.67; Mc 14,65; Lc 9,29.51.53), quando os quatro evangelhos mencionam a face de Jesus, sempre a colocam em relação à sua identidade, ministério e missão: é um rosto que pronuncia, com firmeza, compaixão e misericórdia.

Na pequena aldeia francesa de La Salette, o jogo de olhares se entrecruzam. A Bela Senhora fala cara a cara com Maximino e Melânia. Como a face visível do Filho remete à face invisível do Pai, assim em La Salette, a face da mãe remete à face do Filho. Como o Filho, o rosto da mãe, molhado de lágrimas delicadas, pronuncia, com determinação, compaixão e misericórdia: “Vinde meus filhos, não tenhais medo”.

O rosto filial de Deus…

“Se meu povo não quer submeter-se,

 sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho”

O ponto de partida de tudo é o sim primordial que Maria dá ao portador da mensagem divina, o Anjo Gabriel. Assim, Maria se coloca à disposição de Deus como a argila na mão do oleiro. Mas, mais do que argila, Maria participa conscientemente dessa missão em sua condição de “cheia de graça”. Para Maria, o próprio Deus coloca-se no caminho de encontro com o homem, contrariamente com a figura do filho mais novo do evangelho que, arrependido, volta envergonhado à casa paterna. Ir ao encontro do homem, ou seja, ir ao nosso encontro é precisamente o caráter identificador do ato de Deus, através das mediações. Os profetas cumpriram zelosamente a missão de tornar Deus presente na comunidade humana. Nesse ponto, Nossa Senhora, em suas aparições, nada mais faz do que participar da grandeza do coração divino que, a todo custo, chama o homem a descobrir o sentimento de Deus, que é feliz por ter a humanidade consigo.

La Salette, na sua grandeza, reflete o rosto de Deus. Não tanto quanto uma montanha, embora muitos dos grandes eventos salvíficos experimentados por nosso Senhor Jesus Cristo tenham muito a ver com as montanhas. A mensagem de La Salette suscita em nós a decisão de retornar à amizade, muitas vezes interrompida devido à mentalidade do homem contemporâneo que se orgulha de um cristianismo vazio de Cristo e de seu evangelho.

Em La Salette, Maria se faz porta-voz de uma bela mensagem focada no Evangelho. Ou seja, a Bela Senhora não se autoproclama, antes de assumir como suas, as palavras que seus lábios transmitem. Basta olhar para esta passagem: “Se meu povo não quer submeter-se, sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não posso mais segurá-lo. Há quanto tempo sofro por vós! Se quero que meu Filho não vos abandone, sou incumbida de suplicá-lo sem cessar. E quanto a vós, nem fazeis caso. Por mais que rezeis, por mais que façais, jamais podereis recompensar a aflição que sofro por vós”.

No entanto, é uma mensagem inteira, plena de ternura divina; é uma mensagem transmitida por uma pessoa capaz de se comunicar com os seres humanos, como aconteceu aos presentes nas bodas de Caná: “façam tudo o que Ele vos disser” (cf. Jo 2,5). É bom saber que, na mensagem da Senhora em lágrimas, é muito claro o rosto de Deus que “persegue” com amor suas criaturas, criadas “à sua imagem e semelhança” (Gn 1,26).

Mais do que ajudar-nos a contemplar a face de Deus, a mensagem nos dá a oportunidade de olhar para a Mãe de Jesus, sempre presente na vida da Igreja como a face materna de Deus, porque “nos faz sentir sempre melhor a ternura do Senhor”. De fato, de acordo com Isaías, 49,15, Deus proclama que seu amor por seu povo é maternal e é maior que o de qualquer mãe por seu filho; por outro lado, esta categoria se adapta às necessidades dos dias atuais em que Maria responde revelando a face materna de Deus. É a vontade absoluta de Deus enviar Maria à história humana como mensageira de oração, de conversão e de espiritualidade: “As mariofanias conhecem a ‘escalada’ nesta chamada, porque nelas a Virgem passa das palavras para as lágrimas e, provavelmente, ao ‘sangramento’. É um grito da Mãe que assume os tons da profecia e do apocalipse para parar os passos tolos de grande parte do mundo e mostrar-lhe a face misericordiosa do Deus do Amor” (S. De Fiores, «Apparizioni», in Maria. Nuovissimo Dizionario, EDB, Bologna 2008, I, 59)

O rosto materno de Deus…

Durante o primeiro momento, Maria esconde o rosto atrás das mãos, em um gesto que esconde as lágrimas. Durante a aparição, o rosto da Bela Senhora quase não é visível para Melânia e totalmente imperceptível para Maximino devido à forte luz que emana do rosto de Maria. Conversando com as crianças, Ela chora continuamente e está muito triste. Essa aflição se apodera de todas as testemunhas que ouvem as suas palavras (sua mensagem).

A Mãe do Senhor que aparece em La Salette, representa o Céu, nosso último destino. Ela está angustiada pelo fato de abandonarmos a Deus e não aceitarmos o que Seu Filho, Jesus, fez por nós. Também lamenta o fato de não aceitarmos, como Ela aceitou, a graça de Deus que também pode nos tornar pessoas, nas quais “o Todo-Poderoso fez grandes coisas”.

Em La Salette, Maria nos lembra que o fato de Ela estar, em alma e corpo no céu, também é fruto da grande misericórdia de Deus para com a humanidade. Ela, Imaculada em Sua Conceição, experimentou antecipadamente a misericórdia, porque, em virtude da graça, foi preservada do pecado original, mantendo dentro de si o reflexo divino na santidade, da qual não foi privada desde a sua concepção.

Nós, no entanto, podemos novamente receber esse reflexo divino também em virtude da graça que nos foi dada. Novamente, porque Adão e Eva nos privaram disso por sua desobediência. Nesse ponto, vale lembrar que cada um de nós sempre recebe a plenitude da graça, necessária para poder, em obediência a Deus, se beneficiar da liberdade de não pecar e manter a alma imaculada até o julgamento de Deus.

Para cada um de nós, Maria é o exemplo de uma correspondência completa com a graça de Deus, de tal maneira que Ela pode definir-se, a si mesma, a Imaculada Conceição. Isso significa que Ela nos lembra nosso destino, para o qual cada um de nós foi chamado. E se cada um de nós fosse obediente a Deus e não desperdiçasse a graça que Deus, generosa e abundantemente nos dá, seria como Ela, Maria, sem pecado, porque habitada pela graça.

A tristeza de Maria é, então, a tristeza de Deus, porque seus apelos são ignorados, de modo que o homem, não escolhe Deus e sua vontade de maneira livre e sincera, e assim a sua condição está piorando. Isso ocorre porque o homem não vai à fonte de todas graças, isto é, a Jesus, à Eucaristia, mas sempre prefere a água das cisternas rachadas de sua própria força e desejo.

O rosto de Nossa Senhora é o de uma representante da Família de Deus, para quem cada um de nós é enviado como irmão e irmã em Jesus. Apesar dessa grande honra, que todos recebemos por escolher Deus, não agimos como membros desta Família Divina, mas como ovelhas desgarradas, rejeitamos a nobreza e a dignidade celestiais, vivendo longe de Deus.

Flavio Gilio, MS

Eusébio Kangupe, MS

Karol Porczak, MS

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Cuenten su Gloria

(29no Domingo Ordinario: Isaías 45:1-6; 1 Tesalonicenses 1:1-5; Mateo 22:15-21)

Nuestra Señora les dijo a Maximino y a Melania que hicieran conocer su mensaje a todo su pueblo. En principio, aquello se trataba de contar lo que ellos habían visto y oído. El Salmo de hoy sugiere, sin embargo, un significado más profundo.

Anuncien su gloria entre las naciones, y sus maravillas entre los pueblos”. El regocijo contenido en estas palabras muestra que, aquí tampoco se trata de un tema de transmisión de información, sino de compartir el entusiasmo de nuestra fe.

La Bella Señora expresa su tristeza no solamente debido a la pobre asistencia a la Misa durante el verano, sino también por la actitud irrespetuosa de aquellos que van a la iglesia en invierno, solamente para burlarse de la religión. 

Por experiencia propia sabemos la diferencia entre asistir a Misa y participar de ella plenamente. Las distracciones son muchas e inevitables, nuestra intención al menos debe ser, como dice el salmista de hoy, para “adorar al Señor al manifestarse su santidad“, respondiendo a su sagrado nombre. 

Dar gloria a Dios es eje del acontecimiento de La Salette. Lo hacemos cuando honramos su nombre, respetamos su día de descanso, observamos las penitencias cuaresmales, rezamos bien y con fervor, y reconocemos su cuidado paternal en nuestras vidas.

Pero es en la Misa, el lugar por excelencia de la Iglesia para la adoración publica, en donde podemos exclamar: “¡Aclamen al Señor, familias de los pueblos, aclamen la gloria y el poder del Señor; aclamen la gloria del nombre del Señor!”.

La Eucaristía es llamada “la fuente y culmen de toda la vida cristiana”. Todo lo demás en nuestra vida de fe fluye de ella, y todo nos conduce de vuelta a ella. Ella “contiene todo el bien espiritual de la Iglesia” (Catecismo de la Iglesia Católica, 1324).

Esto tiene consecuencias prácticas para nosotros. No solamente debemos dar gloria a Dios en la celebración digna del Sacramento, sino que debemos vivir de tal modo en la esfera pública como para “dar a Dios, lo que es de Dios”.

¿Acaso no era esto lo que María estaba haciendo cuando cantaba su Magníficat?

San Pablo escribe, “La Buena Noticia que les hemos anunciado llegó hasta ustedes, no solamente con palabras, sino acompañada de poder, de la acción del Espíritu Santo y de toda clase de dones”. Esta es la meta a la cual debemos aspirar a llegar.

Traducción: Hno. Moisés Rueda, M.S.

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terça-feira, 29 setembro 2020 12:34

La Salette e o caminho para Emaús

La Salette e o caminho para Emaús

Setembro 2020

Uma pedagogia da proximidade, da vizinhança e da empatia…

Lucas escreve por volta do ano 85 para a comunidade grega da Ásia Menor, que viveu em circunstâncias difíceis, devido a factores internos e externos.

Internamente, havia tensões que dificultavam a vida da comunidade: ex-fariseus que queriam impor a lei de Moisés (Atos 15,1); outros que queriam seguir mais de perto o exemplo de João Baptista e que não tinham ouvido falar do Espírito Santo (Atos 19,1-6); outros ainda que se chamavam seguidores de Pedro, Paulo, Apolo ou Cristo (1Cor 1,12). Externamente, a perseguição ao Império Romano estava a intensificar-se e sua ideologia continuou a exercer uma influência cada vez mais forte e penetrante.

Nesse contexto, Luca escreve com um duplo objectivo. Por um lado, ele escreve para guiar e incentivar o caminho da fé de seus destinatários; por outro, para edificar homens e mulheres a fim de serem não apenas discípulos do Ressuscitado, mas também missionários, ou, como diria São Paulo, embaixadores do Ressuscitado (cf. 2Cor 5,20). Da mesma forma, Nossa Senhora de La Salette, através das palavras dirigidas a Maximino e Melânia, visa orientar, incentivar e formar missionários ou embaixadores do Filho.

Emaús. Uma narrativa que guia, encoraja e edifica nossa fé; um episódio que acaba sendo uma metáfora para a nossa existência. Não é por acaso que a metáfora da jornada é, para a Bíblia, a metáfora preferida do ser humano, existir e peregrinar. Emaús fala com e sobre cada um de nós. Além disso, Emaús ilumina La Salette. O Filho ressuscitado reflete em Mãe, neste caso a Bela Senhora de La Salette.

Como Maria em La Salette, o Ressuscitado é revelado como intérprete, educador e professor dos dois discípulos. Voltando-se para os textos sagrados, Jesus ajuda os dois discípulos de Emaús a interpretar e compreender (intus-legere) “teologicamente” os últimos eventos que ocorreram em Jerusalém. Da mesma forma, a Bela Senhora de La Salette nos convida a interpretar os assuntos humanos como um receptáculo do divino.

Como Maria em La Salette, a caminho de Emaús, o Ressuscitado se revela como educador e professor. Como a Mãe, o Filho, através de duas perguntas simples (Lc 24,17.19), promove uma “cultura de encontro”. De facto, o Ressuscitado é capaz de tocar a Cléofas e ao outro discípulo ali onde estão: em sua decepção, desânimo, resignação (cf. Lc 24,17).

No caso da aparição em La Salette, Nossa Senhora não hesita, delicadamente, em mudar de língua, passando do francês para o dialeto local, patois. Os dois, o Filho como a Mãe, sabem como criar proximidade, vizinhança e empatia.

Como Maria em La Salette, o Ressuscitado adapta o ritmo do seu passo, no passo dos dois discípulos. O Ressuscitado é paciente, como Maria de La Salette com Maximino e Melânia. Significativamente, Lucas salienta que “[…] começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que se referia a Ele” (Lc 24,27). Em outras palavras, o Ressuscitado acompanha os dois discípulos para que eles possam internalizar e personalizar uma história que os envolve directamente, uma história que nunca desaparece.

Como Maria em La Salette, o Ressuscitado encontra os discípulos para que eles possam encontrar o Ressuscitado de Nazaré. O acompanhamento leva ao reconhecimento. O acompanhamento de Jesus os transforma. Aqueles mesmos olhos que no início eram incapazes de reconhecer o Ressuscitado (Lc 24,16), abrem-se e reconhecem-no ao partir o pão (Lc 24,31). E uma vez que reconheceram que era o Ressuscitado, Jesus desaparece. Agora que os discípulos O estavam a ver, Jesus desaparece da vista deles.

O caminho Jerusalém-Emaús-Jerusalém é um caminho de libertação e cura. Da cegueira à vista. A presença do Senhor ressuscitado salva porque liberta. Mas precisamos saber como reconhecê-Lo na jornada do nosso peregrinar humano.

Ao mesmo tempo, o episódio lucaniano também é uma espécie de Magna Carta para todos aqueles que se reconhecem discípulos-missionários do Ressuscitado. De facto, contemplando a pedagogia do Ressuscitado, podemos deduzir algumas características marcantes que caracterizam a nova evangelização. O mesmo se aplica à Nossa Senhora de La Salette: suas palavras e gestos, como as palavras e gestos do Filho, nos inspiram, guiam e ajudam a viver essa peregrinação terrena como trabalhadores frutíferos da nova evangelização.

Uma pedagogia da Palavra: das lágrimas à alegria…

“Não estavam a arder os nossos corações

quando Ele falou connosco ao longo do caminho

e quando nos explicou as escrituras?” (Lc 24,32)

Nosso fio condutor é a jornada dos dois discípulos de Emaús (Lc 24,13-33), bem como a chegada de Maria Santíssima na vida de Maximino e Melânia na montanha de La Salette. Uma mensagem de alegria vem dos Alpes, apesar de suas verdades aterradoras. Assim como os dois discípulos de Emaús, os dois visionários experimentam profunda alegria depois de terem visto a Bela Senhora. Aparece isto em seus testemunhos: “Depois que Ela desapareceu ficamos muito felizes e retomamos o cuidado das nossas vacas”.

A alegria dos discípulos de Emaús origina-se em ouvir atentamente a palavra do ilustre desconhecido. Posteriormente, a alegria toma conta de suas vidas, eles deixam a inércia e correm para partilhar com os outros a alegria com que estavam cheios; de simples receptores, tornam-se, também, transmissores, deixam de ser apenas ouvintes para iniciar o gesto do anúncio do Ressuscitado, isto é, levando o homem a comunhão com o Divino Mestre.

Aqui, por sua vez, está um dos fortes conteúdos que podem ser vistos nas palavras da Bela Senhora em lágrimas: “Se o meu povo não quiser se submeter… se se converterem”. Tudo faz sentido para se submeter à palavra. Essa é a profunda alegria que Maria sente quando diz sim ao anúncio do anjo. O Magnificat é exactamente isto de mostrar o coração de alguém que se submeteu à Palavra.

Como em Emaús, uma espiritualidade nasceu da experiência de La Salette, ou seja, uma maneira correcta de seguir Jesus Cristo, sob a orientação do despertar do papel de Maria na economia da salvação, pois desde a primeira hora Ela nos pede para sermos obedientes ao seu Filho (façam o que Ele mandar).

Qual é a característica da espiritualidade de La Salette-Emaús? A partir da descrição do evangelista Lucas (Lc 24,13-35) e do conteúdo da Mensagem de La Salette, encontramos paralelamente alguns elementos que podem fazer parte dessa espiritualidade: caminhar em direção ao outro; aproximar-se do outro da maneira do ressuscitado; iluminar a vida com a palavra de Deus; entrar no coração que se abre; compartilhar; repassar a vida à luz da fé; ser discípulo de Cristo é ser missionário.

Uma pedagogia que conduz ao céu…

A aparição de Maria ocorreu em três momentos: o primeiro sentado, com o rosto escondido nas mãos; o segundo conversando com as crianças; e o terceiro, especialmente na última fase, quando a Bela Senhora subiu pelo caminho tortuoso até ao topo da colina e pronunciou as últimas palavras.

Maria não sugere às crianças como elas devem se comportar depois que Ela for embora. Ela não diz para elas irem a um vilarejo da vila de La Salette. Ela também não pede que elas procurem o pároco da paróquia de La Salette, nem recomenda que informem o bispo da diocese de Grenoble sobre seu encontro com elas. Não. Maria sobe solenemente a colina, e as crianças a seguem de perto. As palavras: “Transmiti a todo o meu povo” - pronunciadas duas vezes no final do encontro com Maximino e Melânia - não só significam a transmissão da Mensagem aos outros, mas pedem também a imitar o seu exemplo, a ver o caminho “em subida”, percorrido por Ela, com a atitude de quem está profundamente persuadido em seu coração e sua alma de ter uma dignidade e identidade de herdeiro e habitante do céu.

Na terra, há apenas um objectivo a alcançar, quando o fim do mundo chegar: o céu. Maria em La Salette, subindo e finalmente olhando para o céu, mostra-nos esse objectivo de nossa peregrinação terrena. A estrada não é apenas morro acima, mas também é tortuosa – assim como é a vida na terra após o pecado original. Mas está connosco o Seu Filho, Jesus Cristo, que fará o possível para explicar-nos e esclarecer-nos esta vida à nova luz do Evangelho, com as Suas palavras e com o evento de Sua Morte e Ressurreição.

Seguimos, portanto, Ela que sobe durante a aparição na colina de La Salette - com a cruz de Jesus Cristo no peito - e depois levantado no ar se dissolve, convencido de que a graça sempre será dada a nós por seu Filho. Ele tem todos os meios para alcançar nossa salvação no céu. Pronunciamos essas palavras incessante e conscientemente durante cada Eucaristia celebrada na Terra, quando nos voltamos para Jesus Cristo: “[…] aguardando sua [segunda] vinda”, de modo que, no Dia do Julgamento, durante a Parousia, sejamos justificados por Ele para a vida eterna.

Os verdadeiros cristãos nunca param no caminho que percorrem no tempo da vida terrena. Eles sempre vão para o céu. Incessantemente.

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sábado, 26 setembro 2020 13:27

Novo Conselho Provincial - Itália

É com grande alegria que anunciamos o novo Conselho Provincial da Província de Maria Medianeira (Itália). O Capítulo Provincial que está em sessão em Salmata eleito hoje 24 de setembro de 2020:

Pe. Gian Matteo Roggio, superior provincial (no centro)

Pe. Santiago Bernardos Heliodoro, primeiro conselheiro (para a direita)

Pe. Amador Marugán Patiño, segundo conselheiro (para a esquerda)

Recomendamos às vossas orações o sucesso do seu ministério a serviço da Província da Itália de toda a Congregação e da Igreja.

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El Señor Proveerá

(28vo Domingo Ordinario: Isaías 25:6-10; Filipenses 4:12-20; Mateo 22:1-14)

En la primera lectura sólo hay que echar una mirada a todas las cosas que Dios promete aprovisionar a su pueblo. La figura de manjares suculentos y vinos añejados es tan tentadora, casi podría distraernos de todo lo demás.

Hay tanto más: “el destruirá la Muerte para siempre; enjugará las lágrimas de todos los rostros, y borrará sobre toda la tierra el oprobio de su pueblo”. Vemos que en cada caso la intervención de Dios es definitiva, completa. 

Así también en el Salmo de hoy, se resume la realidad desde nuestra perspectiva: “Aunque cruce por oscuras quebradas, no temeré ningún mal, porque Tú estás conmigo”.

Y aun así, parece que hoy en día estas imágenes han perdido su atractivo. Es como los invitados a la boda que no solo no quisieron venir a la fiesta, sino que abusaron de los mensajeros. Cuan desalentador puede ser esto para los creyentes el ver disminuir sus números.

En 1846, el legado anticlerical de la Revolución Francesa aún era fuerte. Ese era el contexto de la Aparición de María en La Salette. Recriminando a su pueblo, ella esperaba removerlo de su culpa; hablando de la muerte de niños pequeños, ella esperaba que su pueblo volviese a confiar en Aquel que ha destruido la muerte para siempre. 

Es una cosa, como San Pablo, saber vivir tanto en las privaciones como en la abundancia, materialmente hablando. Mucha gente sabe arreglárselas. Pero es otra cosa muy distinta privarnos de lo que el Señor nos ofrece. San Pablo hace una promesa tan maravillosa como la de Isaías: “Dios colmará con magnificencia todas las necesidades de ustedes, conforme a su riqueza, en Cristo Jesús”.

Esto necesita principalmente una cosa: el traje de fiesta, que es la fe. Y la fe viva que la Bella Señora desea hacer renacer en nosotros nos hará capaces de hacer las tres cosas que ella nos pide: convertirnos, rezar bien, y hace conocer su mensaje. 

La conversión incluye, pero no está restringida al hecho de acercarnos de nuevo a los Sacramentos. Si recordamos los siete pecados “Capitales” podemos pedirle al Señor que “ilumine nuestros corazones”, para que podamos discernir las virtudes y los comportamientos que necesitamos cultivar personalmente, “para que podamos valorar la esperanza a la que hemos sido llamados”.

Traducción: Hno. Moisés Rueda, M.S.

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quarta-feira, 16 setembro 2020 16:22

Ano Mariano - oração

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quarta-feira, 16 setembro 2020 16:22

Ano Mariano

Ano Mariano

A Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de La Salette e os fiéis leigos que estão associados à mensagem da Bela Senhora de La Salette se preparam para celebrar o 175º aniversário da aparição. A partir do 19 de setembro próximo, terá início o Ano Mariano que terá a sua conclusão, com a Solene Celebração em 19/09/21. 

(Para mais informações, consulte a carta do Padre Geral, P. Silvano Marisa, para o 19 de setembro de 2020.  Conferir anexo...).

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Angustia, con Confianza

(27mo Domingo Ordinario: Isaías 5:1-7; Filipenses 4:6-9; Mateo 21:33-43)

San Pablo escribe, “No se angustien por nada”. Seguramente no es algo realista. De hecho, el mismo Apóstol escribió a los Corintios, “me presenté ante ustedes débil, temeroso y vacilante” (1 Cor 2:3).

El mundo que habitamos siempre le dio a cada generación un amplio motivo de preocupación. Los desastres naturales, las enfermedades, las tensiones sociales, la inseguridad económica nos rodean por todas partes. También nos toca lidiar con pérdidas personales, conflictos, inseguridad personal, etc. ¿Cómo así va a ser posible vivir libres de angustia?

Para algunos es aún más difícil encontrar tiempo para rezar, o sentirse a gusto en la oración tanto como para vivir en la paz de Cristo. 

Extrañamente, la canción de Isaías acerca de la viña de su amigo estaba, de hecho, dirigida a aumentar más la tensión de su pueblo. Las cosas que el Señor le hará a su viña se enumeran con el propósito de llamar la atención de su pueblo. El preferiría no castigarlo, pero ¿de qué otro modo podría persuadirlo para que cambie su proceder?

En La Salette, María usó la misma estrategia que Isaías, y para el mismo propósito. Si su pueblo no quería someterse, las causas de la angustia no harían más que seguir empeorando y sólo sería por culpa del propio pueblo, porque, a su manera, como los jefes de los sacerdotes y los ancianos en el Evangelio, aquel pueblo había rechazado a su Hijo.

Es ciertamente apropiado para nosotros aplicar el mensaje de Isaías, y de María, a nosotros mismos. La viña plantada por Dios con mucha dedicación en cada uno de nosotros en nuestro bautismo, necesita ser regada y podada, para que produzca uvas dulces apropiadas hacer un vino fino. La Bella Señora nos proporciona un examen de conciencia, en vistas de nuestra conversión permanente. 

San Pablo sigue diciendo, “En cualquier circunstancia, recurran a la oración y a la súplica, acompañadas de acción de gracias”. Cuando la gratitud se convierte en el centro de nuestra oración, la confianza se fortalece. Llega a formar parte de una oración bien hecha.

En este contexto, yo recomiendo bastante el Libro de Tobías, como un ejemplo maravilloso. Dos personas infelices, en ambientes separados, claman por la muerte, en cada caso la oración comienza con ¡una alabanza a Dios! ¿Son la angustia y la confianza incompatibles? No, pero el amor y las lágrimas de María nos inspirarán confianza y nos librarán de la angustia.

Traducción: Hno. Moisés Rueda, M.S.

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Ver los Signos, Ser Signos

(26to Domingo Ordinario: Ezequiel 18:25-28; Filipenses 2:1-11; Mateo 21:28-32)

“¡Ustedes no hacen caso!” dice la Bella Señora, hablando de su trabajo en favor de nosotros. Un poco más tarde, en referencia a las pobres cosechas vuelve a decir: “Se los hice ver el año pasado con respecto a las papas: pero no hicieron caso”.

La actitud que ella describe podría tratarse de un simple descuido, una incapacidad de darse cuenta. Después de todo, ¿Cómo podrían los cristianos de poca fe como estos, ser capaces de reconocer los signos que vienen del cielo? Pero aquello no es una excusa, porque ni siquiera se tomaron la molestia de mirar.

En el Evangelio, Jesús les dice a los jefes de los sacerdotes y a los ancianos: “Juan vino a ustedes por el camino de la justicia y no creyeron en él; en cambio, los publicanos y las prostitutas creyeron en él”. El jefe de los sacerdotes y los ancianos eran conscientes de esto, pero no lo vieron como un signo, mucho menos dirigido a ellos. Esto es lo que San Pablo llama de vanagloria.

Los Misioneros se Nuestra Señora de La Salette declaran en su Regla, “Atentos a los signos de los tiempos, de acuerdo a nuestro carisma, nos abocamos generosamente a las áreas apostólicas a las cuales nos sentimos llamados por la Providencia”. Las Hermanas de La Salette son conscientes de las urgentes necesidades de las personas que dependen de sus entornos, países y épocas”.

Los Laicos Saletenses, también, deben ser conscientes de que los tiempos cambian. El carisma de la reconciliación es único, pero su expresión es infinitamente variable. Necesitamos prestar atención a las circunstancias donde haga falta, y encontrar una manera apropiada de concretarlo.

Esto requiere de una cierta renuncia personal, es decir, poder darnos cuenta de que no lo sabemos todo y tener la voluntad de trabajar en equipo. Esto es lo que San Pablo busca hacer entender a la comunidad de Filipo, y para ello pone el ejemplo de Jesús, aquel que, “se anonadó a sí mismo”, a tal punto de llegar a ser verdaderamente uno con nosotros.

El salmista con frecuencia se humilla a sí mismo cuando admite sus pecados, pero hoy le pide a Dios no mirarlos, y ora diciendo “No recuerdes los pecados ni las rebeldías de mi juventud”. En el Sacramento de la Reconciliación, confiamos en que “Él guía a los humildes para que obren rectamente y enseña su camino a los pobres”.

Cuando estamos abiertos a recibir y compartir la misericordia de Dios, ¿Quién sabe? Podamos nosotros mismo convertirnos en signos.

Traducción: Hno. Moisés Rueda, M.S.

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